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Copa do Mundo 2026: Estrelas fazendo sua estreia no maior palco do esporte (Parte 2)

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A lista de estreantes que chamam a atenção nesta próxima edição da Copa do Mundo vai além dos nomes mais óbvios que já cobrimos na primeira parte deste texto. Confira alguns dos principais jogadores podem brilhar na Copa pela primeira vez em sua carreira


Em meio a um ciclo de tantas mudanças em termos de estratégia e filosofia de cada técnico, a Seleção Brasileira acabou mantendo boa parte de sua base na última Copa, o que não significa a ausência total de estreantes famintos pelo sucesso.

A seleção da Inglaterra tem uma fartura de opções nas laterais que lhe permitiu deixar de fora da lista Trent Alexander-Arnold. Apesar de não ser um garoto, o principal lateral do English Team também estará estreando na Copa.

Enquanto Holanda e Portugal possuem volantes de altíssima qualidade a caminho de seu primeiro mundial, a Alemanha deposita as suas esperanças em Florian Wirtz como sua grande fonte de criação.

Pilar na zaga e opções no ataque

Nenhum jogador brasileiro cresceu tanto nos últimos quatro anos quanto Gabriel Magalhães, saindo de um nome que não disputou a última Copa para um dos melhores zagueiros da atualidade no futebol mundial. Campeão inglês com o Arsenal, Gabriel vem de uma temporada espetacular, inspirando confiança quanto à solidez do miolo de zaga da Seleção brasileira.

Pulando para o ataque, a lesão de certos jogadores importantes no sistema ofensivo do Brasil abriu algumas vagas não só na convocação, mas no time titular. A única certeza na véspera da Copa sobre a escalação do Brasil no ataque é quanto à presença de Vini Jr. e Raphinha, os outros nomes dependerão muito do desempenho dos atletas nos treinamentos e amistosos preparatórios.

Jogadores de trajetórias tão diferentes quanto às suas características, Endrick e Igor Thiago representam as duas melhores opções da Seleção Brasileira e ambos estarão disputando a Copa pela primeira vez em suas carreiras.

Há um ano, cogitar Igor Thiago era algo inimaginável, mas em uma temporada histórica na Premier League, o centroavante do Brentford cavou o seu espaço e tem aproveitado da melhor maneira os poucos minutos que recebeu com a amarelinha. Endrick, por sua vez, precisou deixar o Real Madrid por empréstimo para o Lyon, onde pôde desempenhar o seu futebol com consistência e provar que sua convocação era necessária.

A lista de estreantes no sistema ofensivo também inclui Matheus Cunha, peça fundamental caso a Seleção insista no 4-2-4, além de Rayan e Luiz Henrique, opções predominantemente para a ponta direita.

Sem lesões, Reece James está a caminho de sua primeira Copa

O único remanescente daquele time do Chelsea campeão da Champions League em 2021, Reece James é o capitão e referência técnica dos Blues. Aliás, ele já teria disputado uma Copa do Mundo se não fossem pelas lesões que o tiraram do último Mundial.

Atuando para o técnico que o comandou naquele título do Chelsea, James foi prestigiado por Tuchel desde que o alemão assumiu o cargo do English Team. Embora James tenha passado a cumprir outras funções rotineiramente pelo Chelsea, muitas vezes atuando como meio-campista, como na final da Copa do Mundo de Clubes contra o PSG, por exemplo, Tuchel deixou claro desde o início que o enxerga mais como um lateral tradicional mesmo.

Além de James, os outros dois destaques ingleses realizando sua primeira Copa são Marc Guéhi e Elliot Anderson. Guéhi se estabeleceu nesta temporada como o grande zagueiro inglês da atualidade e não à toa foi contratado pelo Man. City, assumindo a titularidade e papel importante de maneira instantânea nos Citizens. Anderson, por sua vez, tem tudo para ser a transferência mais cara da Premier League na janela atual, cobiçado pelos dois gigantes de Manchester. Anderson formará a dupla de volantes titulares ao lado de Declan Rice.

Talentos do mais alto nível experienciando algo novo

Tendo apenas 21 anos, o volante João Neves estará representando Portugal pela primeira vez em uma Copa do Mundo, juntando-se ao seu companheiro de time Vitinha e outros nomes para formar um dos meio-campos mais qualificados deste torneio. Vale ressaltar que, embora tenha disputado a última Copa, Vitinha cresceu enormemente desde então, passando de uma peça complementar de elenco a um dos melhores da sua posição no futebol mundial.

Seguindo no tema de volantes cuja qualidade técnica excede o padrão até entre os grandes jogadores, Ryan Gravenberch é um desses atletas, oferecendo ao experiente Frenkie de Jong talvez o seu mais técnico parceiro no meio-campo ao longo de toda sua trajetória pela laranja.

Aproximadamente quatro anos atrás, Florian Wirtz já era considerado uma das grandes joias do futebol alemão e acabou perdendo a última Copa por conta de uma lesão grave no joelho. Por mais que sua primeira temporada no Liverpool tenha sido bem longe do esperado, o meia-atacante alemão carrega o peso de ser a grande esperança de uma equipe alemã que vem de duas participações trágicas na Copa após o título em 2014.

Michael Olise foi citado aqui como o grande nome da França que representará a França pela primeira vez, mas ele não é o único. Rayan Cherki encantou a Premier League com a sua irreverência no primeiro ano no Manchester City. Desire Doue e Bradley Barcola elevam a presença ofensiva do PSG nesta equipe e, por último, Jean-Philippe Mateta surge como melhor opção de um centroavante mais raiz, crescendo exponencialmente durante a passagem de Oliver Glasner no Crystal Palace.

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