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Lenda do basquete brasileiro, Oscar Schmidt morre aos 68 anos em São Paulo

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O basquete brasileiro entrou em luto nesta sexta-feira (17 de abril) com a morte de Oscar Schmidt, aos 68 anos. Ídolo histórico do esporte, o ídolo do esporte nacional faleceu em Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo, após passar mal em sua residência.

De acordo com informações da prefeitura local, o ex-jogador foi socorrido e encaminhado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, em Alphaville, já em parada cardiorrespiratória. Oscar chegou à unidade sem sinais vitais, e a causa da morte ainda não foi oficialmente divulgada.

Em comunicado, a família expressou profundo pesar pela perda e destacou a relevância de Oscar tanto dentro quanto fora das quadras. O velório e o sepultamento ocorrerão de forma reservada, restritos a parentes e amigos próximos. O ex-atleta deixa esposa e dois filhos.

A nota também relembrou a longa batalha do “Mão Santa” contra um tumor cerebral, enfrentada ao longo de mais de 15 anos com coragem e resiliência. Para familiares, o ídolo do basquete permaneceu como um símbolo de força, generosidade e amor à vida até seus últimos dias.

Considerado um dos maiores nomes da história do basquete internacional, Oscar construiu uma carreira extraordinária ao longo de 25 anos. O brasileiro encerrou sua trajetória como o segundo maior pontuador da história do esporte, com impressionantes 49.703 pontos, além de ser o recordista de pontos em Jogos Olímpicos, com 1.093.

Sua participação em cinco edições consecutivas das Olimpíadas rendeu atuações memoráveis, incluindo a marca de 55 pontos em uma única partida contra a Espanha nos Jogos de Jogos Olímpicos de Seul 1988 — recorde que permanece como um dos maiores feitos individuais da competição.

Pela seleção brasileira, o momento mais emblemático ocorreu na conquista do ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis. Na final, Oscar liderou o Brasil em uma vitória histórica por 120 a 115 sobre os Estados Unidos, impondo a primeira derrota dos norte-americanos em casa na história do torneio.

Além disso, Oscar também conquistou a medalha de bronze no Mundial de 1978, nas Filipinas, e encerrou sua trajetória com a camisa da Seleção somando 7.693 pontos em 326 partidas oficiais, entre 1977 e 1996.

O legado de Oscar Schmidt ultrapassa estatísticas e títulos. Sua influência permanece viva na memória do esporte brasileiro e na inspiração que deixa para futuras gerações de atletas e admiradores.