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Shaq rapper: a carreira musical que poucos esperavam

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Um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos, e o novo Monster Vice President (MVP) da Sportingbet, Shaquille O’Neal ganhou projeção nacional em 1992 como a primeira escolha do draft, vindo da LSU, a Universidade da Louisiana. Ainda naquele ano, em dezembro, Shaq também mostrou em rede nacional um talento que fugia completamente do roteiro esperado para um pivô dominante da NBA.

Em dezembro, o jogador participou do talk show The Arsenio Hall Show para uma performance de hip-hop ao lado do grupo Fu-Schnickels. Naquele momento, poucos imaginavam o que viria a seguir. No entanto, aquela aparição serviu como ponto de partida para uma carreira musical real, estruturada e levada a sério.

No total, foram quatro discos lançados nos anos 90, todos com boa repercussão comercial e presença nas paradas. Assim, Shaq se consolidou como um rapper improvável, mas funcional. Além disso, após a aposentadoria das quadras, ele se reinventou mais uma vez, agora com um projeto de música eletrônica que irá chegar ao Brasil em 2026.

Os quatro discos de rap de Shaq

A trajetória de Shaq Diesel, nome artístico adotado pelo jogador, é singular dentro do hip-hop. Diferentemente de outras investidas pontuais de atletas na música, Shaq construiu uma discografia consistente e cercada por nomes relevantes da cena. Por isso, conquistou credibilidade em um mercado conhecido por ser exigente e pouco tolerante com aventuras oportunistas.

Logo após a apresentação no programa de Arsenio Hall, Shaq assinou um contrato de US$ 10 milhões com a Jive Records para a gravação de três álbuns. À época, o valor chamou atenção, mas o ceticismo era geral. Ainda assim, o acordo não resultou em um produto amador. Pelo contrário, abriu caminho para um disco competitivo e bem produzido.

1993 – Shaq Diesel

Em outubro de 1993, chegou ao mercado Shaq Diesel. O álbum contou com produção de nomes respeitados do hip-hop, como Erick Sermon, Ali Shaheed Muhammad, do A Tribe Called Quest, e Meech Wells, conhecido por trabalhos com Snoop Dogg. Desde o início, portanto, o projeto deixou claro que não se tratava de uma brincadeira.

O impacto comercial foi imediato. O disco alcançou a 25ª posição na Billboard 200 e o 10º lugar na parada R&B/Hip-Hop. Poucos meses depois, em março de 1994, recebeu certificação de platina pela RIAA. Para um atleta profissional em estreia musical, o resultado foi expressivo.

Além disso, três singles conseguiram espaço relevante nas paradas. “(I Know I Got) Skillz” chegou ao número 35 da Billboard Hot 100. Em seguida, “I’m Outstanding” apareceu na 47ª posição. Já “What’s Up Doc? (Can We Rock)”, parceria com o Fu-Schnickels, entrou no top 40.

A fórmula funcionava porque Shaq não tentava sustentar o projeto sozinho. Ao contrário, apostava em colaborações estratégicas e aceitava o papel de aprendiz dentro do estúdio. Dessa forma, o disco ganhou fluidez e autenticidade.

1994 – Shaq Fu: Da Return

O segundo álbum, Shaq Fu: Da Return, lançado em 1994, manteve a estrutura do primeiro trabalho, mas apresentou números mais modestos. O disco chegou à 67ª posição da Billboard 200 e ficou em 19º lugar na parada R&B/Hip-Hop. Ainda assim, recebeu certificação de ouro, o que reforça sua boa aceitação.

Entre as faixas, “No Hook” se destaca. A música conta com participações de RZA e Method Man, integrantes do Wu-Tang Clan, e representa um dos momentos mais bem executados da carreira musical de Shaq. Nesse ponto, já não era possível tratar o projeto como curiosidade passageira.

1996 – You Can’t Stop the Reign

O ano de 1996 foi particularmente movimentado para Shaquille O’Neal. Dentro de quadra, trocou o Orlando Magic pelo Los Angeles Lakers. Fora dela, estreou como protagonista no cinema com o filme Kazaam e lançou seu terceiro álbum de estúdio.

Em You Can’t Stop the Reign, faixa-título do trabalho, Shaq divide o microfone com Notorious B.I.G., um dos maiores nomes da história do rap. Essa parceria, por si só, demonstra o nível de respeito que o jogador já havia alcançado no meio musical.

O álbum ainda trouxe colaborações com Jay-Z, Nas, Mobb Deep e Peter Gunz. Com isso, o projeto se consolidou como um disco de hip-hop tecnicamente sólido. Comercialmente, atingiu a 82ª posição da Billboard 200 e o 21º lugar na parada R&B/Hip-Hop.

1998 – Respect

Com o contrato de três álbuns com a Jive Records encerrado, Shaq lançou seu quarto disco, Respect, em setembro de 1998, agora pela Interscope Records. Os resultados foram mais discretos, mas ainda positivos. O álbum chegou ao 58º lugar da Billboard 200 e ao 8º posto na parada R&B/Hip-Hop.

Entre os destaques, está a faixa “3 X’s Dope”, que traz a participação de Kobe Bryant. Anos depois, os dois se tornariam protagonistas do tricampeonato consecutivo dos Lakers entre 2000 e 2002. Na época, porém, a colaboração musical já indicava a sintonia que extrapolava as quadras.

Shaquille O'Neal - MVP da Sportingbet

DJ Diesel e a música eletrônica

Após anos afastado da música, depois de uma carreira como rapper que incluiu participações em projetos de artistas consagrados, Shaquille O’Neal decidiu retomar essa paixão em 2019. Dessa vez, adotou um novo nome artístico, DJ Diesel, e mudou completamente a direção sonora.

O álbum Gorilla Warfare foi lançado em 2023, exatamente 25 anos após Respect. Embora o hip-hop siga como referência, o foco do projeto está na música eletrônica. O disco transita por dubstep pesado, house e trap, refletindo o gosto pessoal de Shaq como DJ.

Gorilla Warfare foi construído a partir de uma co-produção direta entre Shaq e Brian Bayati. O produtor aparece creditado como co-produtor e co-compositor em todas as dez faixas, o que garante unidade ao trabalho. Além disso, a proposta sonora dialoga bem com grandes palcos e festivais.

Shaq no Brasil em 2026

Desde então, o projeto DJ Diesel tem circulado por eventos ao redor do mundo. Para 2026, existe a previsão de apresentações no Brasil, no Festival Lollapalooza em março, o que permitirá ao público brasileiro acompanhar de perto um show que já passou por festivais internacionais de grande porte, como o Tomorrowland.